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Carlos de Brito e Mello

Carlos de Brito e Mello é um escritor belo-horizontino nascido em 1974. Professor universitário e psicanalista, tem alcançado reconhecimento da crítica desde sua estreia literária, em 2007, com a publicação do livro de contos O cadáver ri dos seus despojos. Seus romances posteriores mostram a solidez narrativa do autor, que flerta com o tema da morte (em sua concepção mais ampla, inclusive no sentido das rupturas) e com a degradação de seus personagens, seja ela de caráter físico, moral ou social. Com uma voz ímpar e que enxerga a realidade de forma cômica, Brito e Mello constrói uma prosa caricata e que por vezes beira a bufonaria. Isso tudo com doses precisas de humor ferino, algo cada vez mais necessário para dar conta de um tempo no qual os valores se invertem e perdem o norte.

A qualidade do seu trabalho fica também evidente nas distinções que lhe foram concedidas, dentre as quais o prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura em 2008, na categoria Jovem Escritor, justamente por O cadáver ri dos seus despojos. Sua obra seguinte, intitulada A passagem tensa dos corpos, figurou entre as finalistas dos prêmios São Paulo de Literatura, Jabuti e Portugal Telecom. Em 2013 o autor publicou A cidade, o inquisidor e os ordinários, título concebido com apoio da bolsa Funarte de Criação Literária, oferecida a autores relevantes pela Fundação Nacional das Artes e pelo Ministério da Cultura.

Vale a pena conferir a obra de Carlos de Brito e Mello, um sujeito que com tintas locais nos coloca diante de profundas questões plenas de sentido universal. Até agora, o autor nos tem brindado com ótimos livros que questionam e satirizam certas visões de mundo, visões essas que, a despeito de sua incoerência, aferram-se com unhas e dentes à existência, mesmo que disso resultem a ignorância e a sordidez humana.

Alexandre Ladeira

Sociólogo e professor por profissão, o autor desse blog sente pela literatura algo inescapável. Leitor apaixonado, escreve desde a infância sempre às sombras das gavetas ou apenas aos olhos das pessoas mais íntimas. Com o Veia, o pai do pequeno Pablo espera ir além, na esperança de que seu texto alcance um público mais amplo. Sem qualquer pretensão, almeja conciliar a sua necessidade pela escrita com a possibilidade de tocar outros corações e mentes igualmente apaixonados pelo universo literário e pelos múltiplos sentidos dessa forma de expressão.